
O deputado estadual Lucas Lasmar (Rede) comemorou a aprovação técnica do Ministério da Saúde, que reconhece a necessidade do terceiro serviço de oncologia da Macrorregião Oeste de Minas Gerais. A decisão representa um avanço decisivo para a habilitação da oncologia na Santa Casa de Oliveira e funciona, na prática, como um sinal verde para a liberação dos recursos federais.
O Ministério da Saúde aprovou todos os parâmetros técnicos para a implantação definitiva do serviço. Essa foi a penúltima etapa do processo dentro do ministério. Agora, falta apenas a publicação da portaria, que vai definir os valores e o orçamento federal que passarão a custear integralmente a oncologia em Oliveira.
Com a habilitação final, a Santa Casa poderá receber mais de R$ 6 milhões por ano do Ministério da Saúde, de acordo com a produção do atendimento. Os recursos são essenciais para garantir segurança financeira, ampliar o número de pacientes atendidos e manter a qualidade do tratamento.
O avanço é resultado direto do trabalho de Lucas Lasmar, que acompanha essa pauta desde o início. Foi ele quem articulou as aprovações técnicas, defendeu a necessidade do serviço para a região e trabalhou para que a oncologia começasse a funcionar em Oliveira mesmo antes da liberação dos recursos federais.
O deputado oliveirense também esteve em Brasília para pedir urgência na habilitação, em reunião no Ministério da Saúde com o ministro Alexandre Padilha. A articulação contou com a participação do ex-deputado estadual Sávio Souza Cruz, que teve papel fundamental no diálogo com o ministério e no acompanhamento de todas as etapas do processo. Também contribuíram para esse avanço o diretor da Santa Casa, Ramon Gonçalves, a Junta Interventora do hospital e os deputados federais Gleide Andrade e Rogério Correia.
“Esse reconhecimento mostra que a nossa luta estava certa. A oncologia de Oliveira já funciona, salva vidas e agora precisa do apoio definitivo do governo federal”, destacou Lucas Lasmar.
Além da articulação política, o deputado também garantiu recursos para viabilizar o serviço. Em parceria com o senador Rodrigo Pacheco e o deputado federal Paulo Abi-Ackel, mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares já foram destinados à Santa Casa de Oliveira.
Esses recursos permitiram que a oncologia funcionasse mesmo sem a habilitação federal. Atualmente, o custo mensal do serviço gira em torno de R$ 550 mil, bancados com recursos próprios do hospital e com as emendas. Sem esse apoio, o atendimento não teria sido possível.
Desde janeiro de 2025, a oncologia da Santa Casa já é uma realidade. Em menos de um ano, foram realizadas mais de 440 internações, 192 cirurgias, centenas de sessões de quimioterapia e o acompanhamento contínuo de cerca de 80 pacientes em tratamento.
Outro avanço importante foi a redução do tempo de espera. Antes, pacientes aguardavam cerca de sete dias por uma internação. Hoje, esse prazo caiu para aproximadamente dois dias.
O serviço atende pacientes de 14 municípios da região, como São Francisco de Paula, Campo Belo, Carmópolis de Minas, Pará de Minas, Bambuí, Arcos, Itaúna, Itapecerica, Cristais, Carmo da Mata, Carmo do Cajuru, Luz, Nova Serrana e Santo Antônio do Amparo.
Atualmente, a Santa Casa de Oliveira responde por 34% da demanda oncológica da Macrorregião Oeste e consegue atender 82% dos pacientes internados no próprio hospital, evitando longos deslocamentos e reduzindo o desgaste físico e emocional de pacientes e familiares.
Enquanto o processo de habilitação avança, a construção do novo prédio da oncologia continua. A fundação já foi concluída, e o espaço vai ampliar consultórios, leitos, quimioterapia e internações, fortalecendo ainda mais o atendimento regional.
Para Lucas Lasmar, o compromisso segue firme. “A oncologia de Oliveira já funciona e salva vidas. Agora, vamos seguir trabalhando para garantir os recursos federais e consolidar de vez esse serviço que é essencial para toda a região”, concluiu.