
Deputado Lucas Lasmar apoia programa que amplia acesso à tecnologia para crianças e jovens com diabetes tipo 1
A pedido de Lucas Lasmar, o prédio da ALMG será iluminado de azul entre os dias 26 e 30 de junho, em referência ao Dia Nacional do Diabetes.

Há menos de um ano, a rotina da estudante Mayze Emanuele, de 17 anos, mudou completamente. Durante um exame de rotina, ela recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1. Vieram então as dúvidas, a insegurança e a necessidade de monitorar a glicemia diversas vezes ao dia.
“Eu tinha que furar o dedo umas oito vezes por dia. Também tinha medo de ter uma hipoglicemia durante a noite”, lembra.
A realidade começou a mudar quando ela passou a utilizar um sensor de monitoramento contínuo de glicose, equipamento que acompanha os níveis de açúcar no sangue em tempo real e emite alertas em situações de risco. O problema era o custo: cada sensor precisa ser substituído a cada 15 dias e custa cerca de R$ 329.
Hoje, Mayze recebe o dispositivo gratuitamente por meio do programa Glicemia no Alvo, implantado pela Prefeitura de Barroso com recursos destinados pelo deputado estadual Lucas Lasmar(Rede): R$ 50 mil em 2025 e mais R$ 50 mil em 2026.
“Agora durmo mais tranquila. O aparelho avisa quando a glicemia baixa e meus pais também conseguem acompanhar. Aprendi a contar carboidratos e hoje me alimento melhor e controlo a doença”, conta.
A comerciante Janaína Teixeira viveu experiência semelhante quando a filha foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos nove anos.
“É uma mudança muito grande. É preciso adaptar a alimentação e fazer medições constantes. Para uma criança, ficar furando o dedo o tempo todo é muito difícil”, relata.
Há um mês, a filha passou a integrar oficialmente o programa após sete meses utilizando o sensor. Os benefícios foram imediatos.
“À noite, o celular apita e consigo aplicar insulina e agir rapidamente. Antes era uma despesa muito pesada para quem tem três filhos”, afirma.
Ela também chama atenção para a falta de informação sobre a doença.
“Muitas pessoas perguntam se ela ficou diabética porque comeu muito doce. Nas escolas, ainda é comum premiar crianças com balas e chocolates. Falta conhecimento sobre o diabetes tipo 1.”
Mais do que tecnologia: educação e qualidade de vida
Lançado em 2 de junho, o programa atende atualmente 13 famílias de Barroso. Além da distribuição gratuita dos sensores FreeStyle Libre 2 Plus para pacientes de 2 a 19 anos acompanhados pelo SUS, a iniciativa oferece acompanhamento multiprofissional e orientações periódicas sobre contagem de carboidratos, atividade física e prevenção de complicações.
A liderança política Ariane destaca que o programa vai além do monitoramento da glicose.
“O programa Glicemia no Alvo representa muito mais do que o acompanhamento dos níveis de glicose. É uma ferramenta de educação, conscientização e cuidado que promove mais qualidade de vida para as pessoas com diabetes. Por meio da orientação adequada, do monitoramento contínuo e do incentivo ao autocuidado, ajudamos pacientes e famílias a compreender melhor a doença e a tomar decisões mais seguras no dia a dia”, afirma.
Segundo ela, manter a glicemia dentro da meta significa prevenir complicações e garantir mais autonomia aos pacientes.
“Como diabética, conheço as dificuldades de lidar diariamente com tantas decisões que a doença exige. Por isso, acredito que iniciativas e investimentos voltados para a qualidade de vida e para a atenção primária são fundamentais.”
